dimanche 30 novembre 2014

Selvagem vida.

É uma estrada de barro
mais ou menos estreita
mais ou menos  vazia
acostamentos e valas
Assim pra baixo...
assim pra dentro...

É um longo ou curto caminho
E as árvores se sacodem
Umas folhas voam e se despedem
outras só ressoam o toque
de umas nas outras

É um sereno que cai
Uma escuridão vagarosa
tomando as vistas pela beira

Um vôo acendendo nos olhos
lá distante
e já  perto
nos ouvidos que dormem


A poeira subida que sacode tudo
e sua difusa fina existência de pó...
e o caminho é tão vasto profundo
não se sabe pra onde leva...
Nem se em si ou em que
termina

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