mercredi 29 juillet 2009

Detalhes

Eram dois, eram quase três.
Fui um e em mim tantas.
Foi ele e era solidez.
Um entanto no depois,
Foi imenso que engoliu canção,
Se desfez aos poucos nesse vão.

Era meu como bicho manso
Era sua como quem pede abrigo
Era insensatez nos embates,
Era sanidade nos dias de ruína.

Era tão devagar e sutil,
tão forte, doído,
machucado, inteiro,
movediço, empedrado,
doce e amargo...

Era história pra vida inteira,
lembrança guardada a chave de ouro,
marca que o tempo não desmancha.

É ainda o que resta, o que não foi varrido embora,
o que pulsa sem cadência e com os olhos fechados traz sorrisos.
Era muito e pode ainda ser mais,
em outros instantes, mas com os mesmos motivos.

mardi 14 juillet 2009

Et tu es en moi.

Me manquerais la presence de tes mains,

me manquerais tes yeux en regardant moi

me manquerais la manière unique que tu as de toucher mes lèvres.

Me manquerais surtout cet amour que nous avons construit toujours...

Bahia

Sentirei saudade da areia branca,
da água gelada e do sal que limpa a alma.

Sentirei saudade do quente desse chão,
de andar descalça
e pisar inteira nessas calçadas.

Sentirei saudade de tudo que fui
e de tudo que deixei de ser aqui,
dessa brisa quente e úmida
me embaraçando os cabelos e o corpo.

E dormirei sozinha sempre que tiver saudade
para nascer de mim o gosto dessa terra.

vendredi 10 juillet 2009

Nunca canso de sentir.

Ai ai pudim...

Embaixo dos meus pés nuvens de caramelo, são leves, mas grudam.
Meus pensamentos, algodão doce, enrosca infinito e dissolve na saliva.
Minhas idéias salas vazias, em que se morre à porta e não há quem abra.
Minhas mãos, pobres criaturas adormecidas, não servem mais para criar histórias, contornar símbolos.
Meus olhos enxergam torto, distorcendo e confundindo faces e amores,
Meus seios apontam o futuro, mas não seguem outras direções.
Ao redor de minha pele, anestesia, e as cores seguem pastéis e sem vida.

Me mordo forte pra ter certeza de que estou viva.

E vou falar dela...

Olho de mulher forte e vagabunda.
Me encara como quem chama pra briga
e depois desiste
porque a batalha já está vencida.

Boca de mulher vadia,
voz pesada e arredia,
Se faz um personagem
e se esquiva de si.

Seus cabelos enrolam em mim,
Ouço suas fantasias,
pena que não sabe fazer poesias,
Nem amo e só.

Nem como a outra que me encantava
Essa me faz rir,
Não sou desse timbre,
não gozo assim.

(Mas um dia o jogo muda
e a força ganha da doçura.
Aí as palavras serão outras
E quem sabe a moça
cause algum arrepio em mim.
Será?)

mardi 7 juillet 2009

verdades ao Mundo.

Mundo,

Tira minha roupa,
me deixa nua que hoje eu quero aprender a ser sua.
Quero sentir seu cheiro,
falar seu nome,
ver sair você da minha boca.

Hoje eu quero te pegar com força
e te olhar nos olhos,
porque quem tem a te dizer sou eu.

Quero saber de todos os seus segredos
e descortinar sua rotina,
me esbaldar em seus braços,
rir de suas fraquezas,
me fazer mulher sobre você.

Hoje quero andar por sua casa,
bagunçar sua vida,
desarrumar seu tédio,
me atirar em seus desejos.

Te segurar forte,
como a quem se tem domínio,
te lamber inteiro,
te desarmar,
te mostrar que hoje,
quem diz o que quer,
sou eu.