lundi 31 août 2009

E a frase gritava alto nela: "minha culpa, minha máxima culpa". Como se arremessassem com força um chicote ardente, um cinto de couro, espinhos ou qualquer coisa que machucasse muito. Criada ao redor do catolicismo, entendia bem de culpa e sabia como era dolorido carregá-la, porém, estarrecida com os últimos acontecimentos, já não mensurava o que cabia ou não ser feito, o que era aconselhável ou justo, só sabia o que vinha do coração. E este maldito, já desperdiçara muito, já faltara com o cuidado, já arriscara a vida, já não tinha muito senso de direção ou portas de emergência.
Não podia mais voltar atrás: minha culpa, minha máxima culpa...

lundi 24 août 2009

Metáfora é quando a gente encaixa sentido no mundo com o que vem de dentro pra fora.

mercredi 19 août 2009

Bandeira Branca

Nem faísca, nem fagulha, nem incêndio,
nada que se possa dispersar,
nem rancor, nem mágoa, nem benção, nem perdão, não há.

Ficamos nós: duas, carne crua, cheirando ainda a ilusões,
ao redor de tantos que não sabem de nossos furacões,
tão pouco, tão silencioso que de longe beira o despercebido.

Descabido encontro, desmerecida espera, engano bobo.
O que não resta a dizer, se desprende no tempo,
entre olhares cruzados, mudamos o curso,
trocamos as forças, desarmamos na ternura.

Porque somos feitas dessa mesma matéria,
que ultrapassa, que se espalha por dentro,
que derrama e descamba para além de nós,
porque temos essa incansável vontade,
esse gosto inapreensível que nunca se sacia,
essa força que não se amarra,
essa insensatez que prefere morrer pelo feito
a fantasiar o não vivido,
Porque pulsamos e morremos de amor e acordamos e sonhamos e vivemos e sobretudo e além de tudo sentimos.

vendredi 14 août 2009

Tum-tum Tum-tum Tum-tum

A vida oscila singela entre furacões, chuvas torrenciais, chuviscos, dias de sol, dias de frio, dias de sol e frio e dias de calor.
Há mais de uma semana venho acordadando com uma sensação esquisita de felicidade, em dias que estão mais para chuvosos do que ensolarados.
Há sentimentos que não se explicam, há outros que só são para serem vividos e uns outros ainda que nem para serem vividos servem.
O melhor disso tudo é perceber que sob o sol, ou sendo levada pelo vento, se vive sempre, com todo o calor que há por dentro, com toda a energia que pulsa incessante, mesmo que todo o resto queira provar o contrário...

lundi 10 août 2009

Amor.

Dos mais sólidos e mais inteiros, que resistem a turbulências e inconstâncias. Eu tenho.
Obrigada Deus.

vendredi 7 août 2009

- Equívoco?
- É, isso.
- Equívoco mesmo?
- Quando desacontece, sabe?
- Sei: equívoco.
- Pois bem, isso.
- E quantos hão de ser?
- Não sei... só vivendo.

jeudi 6 août 2009

Volta

E eu que achava que era quartzo, me descobri areia...