dimanche 29 décembre 2013

Amor de sangue

Sob nuvens espessas,
chuvas torrenciais
 e sol escaldante,
Só o que sobrevive
 é um amor inteiro
de bases não geográficas,
 que flutua pelas mãos
que se agarram,
pelos ombros
que se fazem casa,
pelo olhar cúmplice
e a fé
de que tudo
vai ficar bem

samedi 21 décembre 2013

L'amour sinon

Quando estive em guerra,
ele foi o beijo em armistício,
 Agora, no furacão,
Ele é o sopro  sutil
Que envolve o corpo
E o leva para um lugar seguro
...

dimanche 8 décembre 2013

Rêver Réveiller, Révéler



Je rêve
Je me réveille
Je me rêve
Je réveille
Je rêve île
Je, île de rêves
Je re vois il
Je rêve...
Je ne rêve plus
Plus, je ne me révéle


De l'absence

Quand me couche j'éleve l'air umide en quelque chose de flou, un peu invisible, presque doux...
Morpheus, pourtant, m'a volé tous les souvenirs des nuits ... Je me réveille encore fatiguée et prise par l'absence de rêver...

Adeus

"Deixei as  chaves sob o tapete,
em frente à porta.
Estou indo
Sem data para voltar."

vendredi 6 décembre 2013

Eu volto sempre

Repouso a cabeça em seu peito
e quase me entrego.
Um pouco mais
e estou rendida.

A imagem
de vê-lo partir
me faz o querer
mais ainda
perto.

Com ele posso
despir-me
desarmando
toda a casca
armadura azeda e cruel...
Posso andar olhos cerrados...
Posso.
...
Gela em mim,
segundos após
o terror de
após me abandonar
voltar
a ser só.

dimanche 1 décembre 2013

 A busca não pode findar.

Édipo I

Quando eu tinha sete anos
Meu herói não pôde mais me levar nos braços.
Desde então procuro braços que me carreguem.
E corações que resistam ao peso meu.


carta/casa de amor em decomposição.

A porta entreaberta
Os chinelos brancos de correias azuis
A marca dos passos molhados ao sair do banho
A camisa branca jogada  sobre a cadeira
A vitrola cantando samba
A cafeteira, ainda com café, sobre o fogão
Os pratos sujos na pia
Na mesa branca papéis, plásticos, pedras, nomes, endereços, pontas de cigarros, cartas antigas, bilhetes passados, uma lembrança do Peru, óculos de mergulho, o cinzeiro azul.

Lá em cima, as plantas sedentas, bebendo rápido a água, o sol desbotando a madeira, os cupins deixando oca a casa, o mar imenso, os navios graves avisando a chegada... ou a partida...
A embalagem vazia perto da cama
A garrafa meio cheia de água.
O vento cinza sobre a renda branca, voando, voando... o vento branco sobre a renda suja, voando, voando... o vento levando a renda, a poeira, os cupins... O grave lá no mar, o coração se afogando...
O baú  inacabado feito com as mãos... mãos inacabadas em baús
 As roupas misturadas penduradas ... empoeiradas...
A cama vazia... o quarto vazio... os olhos vazios...
Tantos outros detalhes vão lentamente desaparecendo, carregados pelo sol  e pelo vento, até se afogarem silenciosamente no mar...




Do amor

Quero-te agora ou nunca
com todo o furor e a indecência,
bem como o mais nobre sentir do peito humano:

- Quero-te amor.