Havia um passarinho amarelo e branco,
que sobre meus ombros batia as asas
e me aproximava para perto do moço.
O rapaz de quem eu devia me aproximar,
ele apontava com o bater de suas asas.
Como se me desse o recado
e soubesse por onde
os rumos do coração fossem dar
Ao que eu mostrava o feito para alguém
explicava como o passarinho me levava,
agora um outro, agora verde,
tinha um prego entre as asas,
que lhe prendia o vôo.
Ele, agoniado, tilintava as asas,
mas não se movia.
Eu lhe segurei o corpo e arranquei o prego,
deixando-o seguir vôo.
Ele não se aproximou de ninguém
O segui com o olhar
até que no alto,
ele se transformara em algo outro...
uma mulher talvez, uma ninfa,
ou algo solar...
samedi 22 novembre 2014
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