mercredi 12 novembre 2014

Ronda

Sigo tua sombra em silêncio, 
te rondo porque te tenho vivo em mim.  
E a perdida ingrata em teu peito sou eu. 
Que sussurra afagos
e em olhares perdidos lamenta ao tempo, 
as rajadas de vento úmido
que seca o suor teu em meu rosto. 

À noite, quando a lua mingua longe,
uma canção toca ao pé do ouvido 
e ela tem teu nome, 
um rastro de riso,
um susto inesperado no escuro. 

A dúvida que é dádiva
é a mesma que amedronta a alma. 

E meus pés teimosos não te deixam vagar só.

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