jeudi 30 décembre 2010

Meia luz entra tímida,
Toca meus ombros sutil,
Me leva embora.

Euforia de inverno, é o sonho do verão.
Desejo que não sabe nunca o que quer.

Perdi meu cachecol,
Deixei de lembrança,
Antes nunca tivesse pego de volta.
Pra ter ainda algo físico meu.

Esse sono duro, essa saliva seca...
Eis que depois do branco, tudo derrete em água.

lundi 13 décembre 2010

Presença/ausência ou o que será o amor?


Caminhar à duas sombras,
Bocejar ao mesmo tempo,
Sofejar a mesma música,
Rir do imprevisto,
Inventar imprevistos.
* * *
Agora, as folhas na rua secam de tanta ausência,
E meus olhos esquentam a falta,
De tamanha distância,
é ainda o que chega mais perto de mim.
Pequena que fico em suas mãos,
e em suas palavras que me colocam no colo.
De repente viver é tão raro.

E aqui não tem estrelas cadentes,
nem fontes de desejo,
e o meu se esforça a ser forte.

Sua companhia vem me buscar
e me ajuda a matar os leões nesse lugar.