mercredi 29 janvier 2014

Adeus, bela traidora...


Você que é antiga,
tão jovem, tão menina.
Nascida na guerra,
movida de amor,
perdida no jogo
da carne, do poder,
do terror..
.
Viveu em mim
tantos meses cansativos
encheu-me de ousadia
Paixão, pensamentos exatos...
Conseguiu, me dominou...
Recebeu juras, presentes,
ritos do amor...

Me mostrou mais ardis que amor,
me confessei tão franca a ti,
Te mostrei meus monstros,
ofendi-me com tua companhia
de beijo dado ou recebido...

Fomos verdadeiras até o fim
mesmo com olhos que desviavam daqui e dali
Dancei a ti com meus braços,
meus seios, meu corpo.
Entreguei-me inteira à tua meninice guerreira...

Hoje me despeço, levando o que aprendi
de tua ruína, tua graça, teu amor,
tua verdade...

Um beijo e adeus...

mardi 21 janvier 2014

Aqui há.

Ainda que alguns versos sejam de tristeza,
mora em mim,
lá,
linda e  protegida,
uma flor em botão
Uma força
bruta e pueril
imensa
de vida
de amor
de poesia
rodopiando
em furacões
e erupções
derramando-se
líquida doce...

Lá dentro em mim
por debaixo
de todas as carapaças duras
moro eu.

dimanche 19 janvier 2014

Quisera eu despir-me ...
Quem dera eu fosse...
Quem sabe eu soubesse...
Quem soube todo esse tempo...

Quisera eu poder...
Quem dera ele tivesse...
Quem sabe eu aprenda...
Quem soube onde ir...

Que pena, amor
que pena...

dimanche 5 janvier 2014

Do equívoco III ou IV ...

Minha cegueira foi tanta
que confundi fogo com água.
Queimei as mãos
Acreditando 
banhá-las...

No entanto, ainda que 
em ordem trocada,
compreendi
que o amor
,esse, 
que emana de mim,
ele sim, é água.

E disse assim:
"Meu amor é água. Doce, salgada, delicada, intensa,forte, imensa, mar...."

samedi 4 janvier 2014

"Chora, menina"

A primeira vez que senti
Meu corpo
Inteiramente
Entregue
A ti,
Estava nua
E sobre você.

Meus lábios não conseguiam
Conter
O imenso prazer
Em te contar:
Eu finalmente
Te pertencia.

Vivi,
Sonhei
Pesadelos 
Te amei
Virei outra
Te senti tão amor
Como há muito
Não via.
Talvez nunca senão...

Meu corpo livrou-se
De ti
Há algum tempo
Ainda não encontrou
Lugar
Afeto
Amar
Em outro.
Mas hoje,
Pela segunda vez
senti
O que não era
para ter sido.
Abro as portas
Docemente
E novamente

te dou adeus.