mardi 25 janvier 2011

Isto é um resto.

Ele disse acordei de sonhos intranquilos, e todos os dias me pergunto o que esses sonhos intranquilos querem me dizer.
Em um instante tive certeza de estar em outro lugar, ser outro o mundo, as condições, ser outra.
Outros segundos, a mesma, a dúvida, as portas sujas, o labirinto de portas fechadas prontas a serem abertas à lugar nenhum.
Qual é a porta que se escolhe para chegar ao lugar certo, e o que é esta tal certeza, que parece nunca me ceder lugar.
Outra noite, o corpo ardia em suor, já nua, e nada restava além da pele, que me dizia algo que não sei ler. A temperatura baixa lá fora, escondendo, por baixo de tanta lã, corações machucados, estragados, apodrecidos e por vezes maltratados.
De onde a gente vem e qual é o objetivo, para que responder a tantas perguntas, se em nenhuma delas há paz, nenhuma delas tranquiliza, apazigua, sossega esse monstro. Onde está. Escondido em que porta, atrás de que armário e como matá-lo?
Entre tantos anos que se passaram, os medos ainda tão os mesmos, as fraquezas que não mudam. "porque você gosta de confusão, você vai ser sempre assim". Ele me disse e eu quis que ele morresse. Eu quis morrer, ao invés, eu quis só ser menos que isso, quis só simplificar, quis acreditar, quis que fosse diferente.
E eu amei, corri, desesperei, encontrei, perdi. Guiei o barco e parei em lugar algum, nem o mar encontrei, nem soube por onde ir... mas se escolher a porta errada, pode voltar, "vem, você pegou o caminho errado". E ainda atordoada, pude voltar. Mas qual o caminho que se traça quando a cada passada é preciso recomeçar.
Esse colchão é péssimo, e desconforto parece ser uma constante em fim.
Preciso do mar.

lundi 24 janvier 2011

qu'est-ce que c'est que le mystère? (Que atrevimento)

Et du mystère je ne sais pas,
De se casser en mil pièces
se défaire en regret,
Se détendre en passion.

Non, je ne connais pas,
De tout que je n'ai pas encore vécu,
De la route du corps, de la surface
jusqu'a son bout.

Je ne pourrais pas dire,
combien de temps il faut
pour casser l'écorce,
écouter les cloches,
faire voler les papillons...

samedi 15 janvier 2011

E o que é eternidade?

Eis que tudo turvo,
Eis que líquido evapora,
E tanta força exaure o corpo.

"Me prende nesse instante
E me deixa ter para sempre esses olhos.
Me extraindo de mim, me assustando de tanto saber.

De tanto não saber e
me entregar um assim só
desejo de ser.

Leva embora todos os sentidos,
mas só se eu me esvair junto.
Virar você, entrar você, ser devorada
e desaparecer.

Eis que tudo passa,
Eis que o sopro destrói o castelo,
Eis que tudo é nada,
E o herói não salva.