lundi 8 janvier 2007

No scrap.



Os últimos três segundos de silêncio e um ponto. Palavra que incomoda, essa. Não se explica com ela o que se passa no avesso, encontram-se largados só sintomas do que não se fala. Eram os os três últimos segundos daquela sensação de impossibilidade e agora surgia um outro medo. O do fim do silêncio. Sim, porque daí poderiam surgir infinitas possibilidades, desde o abraço falado até o último olhar em palavras tristes.

São ocorrências um tanto inexplicáveis, ininteligíveis, mas que continuam a se processar sem permissão, sem vontade consciente. Seria orgulho? Mas a grande questão é que há sempre algo que precede o orgulho. Entenda-se: o orgulho é a consequência de algo... E como já se ouve por ai, "algo" sempre tem razão. E "algo" disse que havia algo errado... E "algo" nunca se engana? Dessa última frase não há lembranças. Então, se se juntar a lógica dos fatos, poderia-se dizer que "algo" tem mais emoção do que razão, sangue quente demais, nesses meses de verão.

Eram os três últimos segundos... E não sabia o que dizer após o fim.