lundi 4 décembre 2006

Para quando o sol beijar o mar e o tempo se dissolver em alegrias esquecidas.
Encontra poeira dele dançando entre seus ares, cintilando fluida e leve. Em encontros descabidos e mal-estruturados esse sopro chega até ela. Mil partículas de sonho, esparramadas pelo vento. Ao redor de seu corpo um redemoinho cintilante de bocas e risos, perdido entre vontades e invenções, fantasias desfarçadas.
E ela dentro, de olhos cerrados, a sentir o arrepio subir pelo dorso, dançando boba e rindo, coberta inteira por todo o envoltório de luz cintilante que a conduz por esses passos inesperados. Um redemoinho gigante de sensações leves e gosto de fruta doce, saindo do pé, andando pelo mundo de lá pra cá, sem fazer sentido, nem hora, sem programar o próximo estado.
Só essa fluidez de partículas de luz cintilantes, conduzindo uma dança incompreensível, sob sensações e vontades ... E seu corpo manso dentro que se deixa e dança até o "não sei quando" chegar.
E ela é.