mardi 26 janvier 2016

Eu e elas

Essas mulheres, quem são?
Onde estou nessa multidão?
Se não me interessam essas histórias
Essas vidas em vão

Sei que há amor
Vejo a verdade nos gestos das mãos
Mas não sinto a mesma agonia
Que movimenta essas línguas

Não sei de onde são
Ou de onde vim
Estou fora daqui.

Pela economia Das cordas

Ainda que algumas vozes sejam suaves sopros de alegria,
A voz do silêncio, tão querida, tem me feito falta esses dias.

Gaiola aberta na varanda

Uma porta aberta
Era o bastante
E a prisão fez-se casa.

Uma gaiola aberta
No vento da varanda
E os cantos de amor
Da casa dos avós

A idade amansa
E a companhia que se aproxima
É de naturezas muitas
E maior, a canina:
Dos olhos longos que observam
Pés andantes e mãos que acariciam

Aquela porta aberta é a chance
De fazer nascer amor
Sem a barreira de grades, medo
Ou qualquer empecilho para
O livre vôo do peito
E a vontade de ir
Ou voltar
Das asas.