mercredi 27 février 2008

Para os transeuntes interessados:





Em busca de agarrar pelos calcanhares uma idéia que a primeira vista não passava de mais uma elocubração distante em um dos caminhos da Chapada Diamantina, eu e mais 3 pessoas (linkadas ao lado), criamos um blog coletivo que está servindo atualmente como laboratório para o que em breve será um livro de papel (se tudo der certo). Estamos divulgando para que os interessados possam entrar em contato com essas linhas semi-anônimas, comentando, espalhando para seus conhecidos e divulgando a notícia.

Por isso, entrem sem bater e sejam muito bem-vindos ao blog

http://www.quatrocantosdemundo.blogspot.com/ . Podem tirar o sapato, respirar fundo e deixar qualquer impressão.

vendredi 22 février 2008

Partir

Para não partir
Romper em dois cantos
Dois pontos
Uma ponte de si

Deixando partidos os passos,
o coração e o resto.
Os dois, todos.
Daquela terra de argila
e calcário, levar na boca
a água salgada e o corpo quente.

Partir em partidas,
vir a ser outra vez,
de parto escolhido
de história nova,
de nova versão,
de outro lugar,
outras mãos.

Romper em vôo,
os laços fincados,
as proximidades,
o que se identifica
e o que sufoca.

Partir
espatifar
destroçar
ruir
arruinar
desencantar
para encantar de novo, do novo.

Ou
Nunca partir e só romper,
desiludir da sensação de novo do parto;
para iludir no velho novo,
os fatos que já são passados.


PS: Em que canto de mundo estou? E que diferença isso faz?

vendredi 8 février 2008

Anônimo(a)

Sentado na calçada,
roupa suja,
olhos embassados,
pés encardidos,
pouco cabelo,
barba crescida, desgrenhada,
lugar nenhum a frente,
um saco de vento grande,
a cidade maior ainda,
as ruas cheias,
o sol escaldando,
as mãos ásperas
e o coração apertado.

Do outro lado

Uma sala cheia de mesas,
muito café,
poucos sorrisos,
horas que correm desperadas,
outras que nunca passam,
tantos papéis,
poucas respostas,
a bela aparência,
lugar nenhum a frente,
uma pilha grande de compromissos,
a cidade que engole sem mastigar,
as ruas cheias,
o sol escaldando,
as mãos finas
e o coração apertado.