dimanche 27 avril 2014

Das Penas ao Mundo Virtual / ou Do Tête-à-tête ao Écran-à-écran

Quando o mundo era feito à mão
os corações eram mais quentes.

Lápis e tinta são mais densos
que telas e teclados.

Me recolho ao silêncio
do desencontro
E daqui percebo

Cada um de nós
implode solitário
e frio
em seu berço esplêndido.

mardi 22 avril 2014

Chega mais perto o ouvido
e daqui te conto os mistérios
da lonjura dos olhos
dos corações feridos
dos horizontes em água...

Quem sabe então
saberás onde repousam
os pássaros e as mulheres...

lundi 14 avril 2014

jeudi 10 avril 2014

Du balcon, je vois la ville

T'en sais rien,  mon petit
des chemins deserts
où je marche les soirs
de la solitude de ces mots
de la perte de ce coeur

T'en sais rien, mon grand
de la distance du vide de ces yeux
Du desire qui circule ce sang...

Il n'y a que cette absence bruyante
Que fait compagnie à cette âme
Il n'y a que ce silence saveur
de l'abisme...

Je ne peux rien d'autre
que cette tragédie ...

lundi 7 avril 2014

"Muita gente desconhece olará, viu? "

Desacostumando da sombra
o sol faz espremer os olhos
castigando as vistas

Cegar ou ver demais?
Nos perguntamos
no domingo à noite
Enquanto os anos,
escritos mais na carne
e na retina
que nos versos
seguem desenhando
seus rumos.

E já não temos mais 16 anos
nossos olhares de desinocentes
nos revelam
no sadismo dela
em sua fragilidade
em meu desassossego.

Logo ali no dorso
do pé esquerdo
a marca daquele dia
em que abrimos mão
do nosso mundo,
o que já não nos cabia.

E antes dessa,
através dela e depois
outras marcas
de quedas, arranhões,
lágrimas, amores,
perdões, culpas, desastres.
Ainda outras tantas virão...

Ver-te aqui ao meu lado
se perguntando sobre
tudo.
Lembrar-te no banco
do metrô na madrugada fria
Ter-te perto
Em toda difícil doçura
forte delicadeza.

É saber ainda um pouco mais
de mim
De quem fui
fomos.
já tendo quase saudade
desse instante que se esvai
enquanto rememoramos
essa eterna reconstrução
de nós...

E sim,
que nãos nos esqueçamos
nunca
Que se por acaso
nos perdermos
a gente se procura.
Mas a gente se procura
muito.

samedi 5 avril 2014

Lá longe um navio
a noite escura
as luzes do cargueiro
alumiando a vista...

Uma quietude distante
Uma quietude aquosa

Lá longe um navio...
Uma solidão
uma partida...
em breve uma chegada...
lá longe