Se a lua que minha é mãe
pede desta boca o uivo
solitário, certeiro
Eu a sigo e canto ao longe,
este minguante sopro
de adeus
O cavalo sem cela
e a raposas me fitam
se entreolham
e me esperam
eu os acompanho
no caminho
Sigo nua,
iluminada por ti
amada lua
nesta imensidão
floresta fechada
intempérie coração.
lundi 17 novembre 2014
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