mardi 31 janvier 2012

Et je quite.

Um frio que despedaça tudo, que deixa em cacos,
que faz em farelos até as histórias de amor.

Un froid qui casse tout, qui laisse en verre brisé,
qui fait même les histoires d'amour, en petits morceaux.



samedi 28 janvier 2012

Dá-me todos los sueños, los quiero todos bien calientes e crujientes. Mañana sera demasiado tarde.

vendredi 27 janvier 2012

Desconsolo ou da repetição.

Parece que o amanhã chegou
e os pés continuaram fincados ao chão.
Triste prisão,
a dos próprios pés à terra.

À terra alguma,
à terra do medo,
do medo sem fim.

Quando acaba, acaba tudo.
Os sonhos
viraram areia molhada
na ampulheta do tempo,
que de úmida não se move mais.

Triste fim a do não desejar,
não ser,
não provar.

Tudo passa
e volta.
Volta em cada gole travado
do "por que",
do não feito,
não vivido.

Os fantasmas rondando o corpo,
rondando a voz,
rondando um vida cômoda.

Os olhos marejados em cada metrô vazio,
o anonimato é a dádiva
do poder sentir,
porque não se deve,
não se teme.

Mentira,
tudo é temido,
todos são temidos,
tudo é covardia e desespero,
tudo.

O nó,
esse engasgo,
a mágoa,
o fim que nunca fecha
a porta do buraco negro.

Não é pra se entender,
não preciso dessa compreensão.
Preciso largar essa terra suja,
essa areia molhada,
preciso correr,
gritar,
desfazer esse nó.
Antes que o medo seja tudo o que resta,
se já não o é.

jeudi 5 janvier 2012

Amor, há mar, amor, amar, o mar, amor dará.