lundi 24 mai 2010

Liquidificar

Deságua em mim todo acerto,
de moinhos e vento,
girando em água para liquidificar esse peso.

Cair de cabeça nesse mar,
desembocar em oceano,
cortar ao fundo essa liquidez,
me fazendo em escamas de pele doce l
eve que desliza em poça de saudade.

Deixa cair dos olhos,
engolir na boca, esse gosto incípido,
inodoro.
Me entorna em desejo,
cobrindo todo esse corpo fraco,
levando cada gota ao limite de mim.
E tudo em volta será água.

dimanche 2 mai 2010

Até logo, adeus.

Foi-se em vão
Deixou um vácuo,
Um vão, foi-se em vácuo.

Sobre a mesa as chaves,
a despedida no cartão
e o velho violão remendado.

Passou os olhos no que ficou,
Respirando fundo seu amor,
Para não ir além do nó o que abandonou.

Levou um coração ao meio,
Algumas roupas novas,
Deixou uma vida e meia
e algumas velhas histórias.

Abraçou o medo
foi dele companheiro,
guardou a promessa e o antigo abraço,
Deixou seu cheiro e mais alguns retalhos,

Para não deixar esquecer
que ainda são seus
todos os encontros de céu com mar
nessa longitude - latitude
que é sempre seu lugar.