O telhado é de cerâmica e eu posso ouvir,
com alguma atenção os pingos se esbarrarem velozes
Escorregarem até a ponta e se lançarem até o chão.
Quando juntos fazem um volume tão único
Que a sensação na boca é de pequenas explosões.
Esse cheiro-terra de passado,
essa cor-dia de lembrança.
A coberta era fina,
o frio daqui é de mentira.
Os corpos esquentam mais que os panos.
Lembro de dormir em outros braços
e acordar, depois da chuva, com a água das árvores.
E antes, eram outras as águas,
e serão muitas ainda.
Chover é preciso.
mardi 27 octobre 2009
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4 commentaires:
Deixa escorrer. Tudo.
feu! adorando!!! =) os corpos esquentao mais que os panos foi classe!!!
feu! adorando!!! =) os corpos esquentao mais que os panos foi classe!!!
flor!!!!
adoro! sempre!
beijoooo
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