samedi 26 mars 2011

Primavera

Enquanto os últimos sopros frios desse longo inverno me acordam de longe, deixando insistentes o recado de " at'e breve", vejo os pequenos pontos luminosos tocar sutilmente a secura da minha rua.

O carinho iluminado dele vai chegando devagar, como se contasse aos poucos seus segredos a tudo que est'a a minha volta...
L'a longe os arbustos cinzas e t'imidos, come'cam a se colorir outra vez em pequenas folhas verde-escuras, as 'arvores enormes do meu quintal recuperaram o abra'co de suas trepadeiras, que fugiram antes com o frio...
Por onde ele anuncia sua chegada nascem flores. As amarelinhas folgosas, as doces rosas, as vermelhas mais apaixonadas...
As ruas vao se descongelando e os pr'edios beges j'a sao quase salmon...
Eu mesma, sentindo ele se aproximar, acordo mais cedo e vou at'e a janela, ele vem delicadamente quente a cada dia mais e mais cedo, me acordar, me lembrando que em poucos dias, o tempo ser'a s'o de flores.
Eu amole'co em sua lveza, contando os dias caminho at'e meu quintal, olho as 'arvores, os ramos, as flores, as copas amarelas e brancas, todos me observando, comentando entre si, assim como eu bem sei daqui:
- L'a vem a primavera...

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