Que virou sonho,
tomou corpo, ganhou espaço,
aproximou desejo e cuidado,
escolheu nome, traços,
Que ouvia crescer,
tomar forma,
viver.
Que criou fortaleza,
deixou florescer,
Fez primavera,
algodao doce,
Paixao e pelucia.
E de tao imenso, despencou do alto do céu,
explodiu em farelo, despedaço, desarmado corpo,
Fragmentos doloridos, machucados, de cada minima ausencia
que a perda se fez.
Descoloriu, pintou de cinza escuro, grafite borrado,
desmanchou sonhos e derrubou o palco.
Ficou guardado, nos pés do santo
o fim antecipado, dilacerado caminho,
que entre a escolha e a vida,
encontrou-se nao, gritando forte,
ensurdecedor, cortando de dentro a fora, impedindo,
sugando vida, restos, traços, nomes....
Desespero guardado, acorda de vez em quando,
em suor e pesadelo e tendo sempre o desejo
de ficar tudo bem...
Maldade, Deus, maldade.
samedi 12 mars 2011
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