jeudi 5 novembre 2009

Fluxo de água e trilhos

Desengano milagre,
quebro o pote,
caem moedas e um coração

Vermelho forte,
foi ficando branco gelo
De véu remendo,
silencioso no cotovelo.

Acena do vagão
tudo agora é não,
quente em mim,
ficando frio assim.

Pra desembocar ainda salgada água,
me engole doce a alma
Ou engole doce alma pra mergulhar salgado corpo

Tudo em volta tem luz vertical,
Banho de verde e lentidão gelada
Água minha.
Me leva longe, sussurra concha em mim.

1 commentaire:

Emmanuel Mirdad a dit…

"Pra desembocar ainda salgada água,
me engole doce a alma
Ou engole doce alma pra mergulhar salgado corpo".

Melhor assim.