Essas palavras que faltam,
fazem cócegas em minha língua,
escorregam pela güela,
sinto seu cheiro suave ao nariz.
Vou ao seu alcance e me escapolem
arredias,
não posso tocá-las, não sei suas sílabas,
Existem discretas fazendo borboletas em mim,
Batem asas em meu coração e estômago,
Meus olhos tropeçam, bambos
em busca de sua pronúncia,
Atônitos, calam, esperam que você possa ouvi-las,
sem precisar de uma intérprete.
Estão além de mim,
existindo onde não sou,
aumentando o fluxo sangüíneo,
Deixando tudo no quase dito,
Me fazendo salivar e engolir o verbo,
que não suporta o peso dessa tal vida.
samedi 19 septembre 2009
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1 commentaire:
Quase sempre o verbo engolido é como uma pinaúna de Itapuã.
E quando a saliva sufoca, os olhos precisam de intérpretes. Do outro lado, só há o campo minado.
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