Vem depressa com o corpo,
encosta no meu dorso,
que de olhos fechados,
sabemos, não há passado.
Chega de manso,
leva embora o banzo,
vira o avesso,
faz nascer um começo.
Soluça meu engano,
pra desencadear encanto.
Descobre com o olhar
meu esconderijo,
E aceita esse respirar cansado como abrigo
Se for no agora,
pode não ser inteiro,
mas é só esperar a hora,
que ganhamos peso.
Tipo de coisa que se solta devagar
que nem vento no fim do dia,
quando se engancha nos cabelos
e arrepia a espinha.
jeudi 17 septembre 2009
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1 commentaire:
Vem depressa
de olhos fechados
Com o corpo
não há passado
Leva embora o avesso
faz nascer um encanto
Descobre meu esconderijo
E aceita agora ser inteiro
Que nem vento no fim do dia
quando
espinha.
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