mardi 1 juillet 2025

Absurdo

 É o mundo não parar

diante do pedido 

da mulher prenha


É os seres de todas as ordens

não abrirem alas 

para a passagem da rainha maior 

e, em seguida, 

de sua majestade, bebê.


É essa máquina falida e pálida

seguir matando 

enquanto o novelo de amor sublime

se trama, nó a nó 

infinitas linhagens de ambivalente cuidado


É todos os dias repetir o óbvio

e ainda lamentar o abandono

Porque essa gente desmemoriada

e ingrata não aprendeu a rezar







Aucun commentaire: