samedi 7 août 2021

Uma pena delirium

 Minhas mãos escorregam pelas letras

Meu corpo, um dicionário 

De uma língua desconhecida

Um dialeto perdido 

No meio do mar

Te encontrei

era verde cintilante e você não me via 

Eu olhava firme sua ausência 

Te buscava longe

naquelas retinas vazias

Tudo que há é pelo amor 

Se constrói

Destrói

Reconstrói 

Esvai.

Fica.

Segue um silêncio daquelas águas

É difícil chegar ao fundo

Os corais vão até mais longe

Não se deve pisar nos corais 

Embaixo dos seus pés

Um coral esmagado 

E aquela maré rasa 

Aqui não tem ninguém

Não tem problema

Só o céu e a lua

Perdemos os óculos

Foi o presente que ela levou

Isso tudo era sobre outra coisa

Uma pena 

Eu disse

Você disse 

Nós dissemos 

Uma pena 

Numa linha invisível que costura 

Os corais,

Sonho.

É quando revivo

Acordo em outra vida 

Outras letras 

.

.


Outro adia quem sabe 




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