Deslizo minha mão
Lambida
Molhada
Encharcadas
penetra
Na fissura quente
Do meu vazio
Uma gota que pinga
No abismo
O eco é tão solitário
Que nunca se ouve
Gotejar o chão
Os olhos se fecham
Úmidos
Como o resto
O rosto rubor arde
Os dedos buscam o ponto
Final
Não há
Voltam e vem
Outra vez e agora
Já não sabemos
Em que mundo
Estamos
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