samedi 3 avril 2021

Sobre escorregamentos

 

Deslizo minha mão

Lambida

Molhada

Encharcadas

penetra

Na fissura quente 

Do meu vazio

Uma gota que pinga

No abismo

O eco é tão solitário 

Que nunca se ouve 

Gotejar o chão 

Os olhos se fecham 

Úmidos 

Como o resto

O rosto rubor arde

Os dedos buscam o ponto 

Final

Não há 

Voltam e vem 

Outra vez e agora 

Já não sabemos 

Em que mundo 

Estamos 


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