instante témoignage do agora:
Abri todas as frestas.
Qualquer poeira de prazer que me salvasse.
Nem sempre faz sol e a solidão é um delírio constante. Embriaguei os dedos,
giro,
gira,
gira,
não é preciso eixo
quando se quer agarrar o chão.
A frequência de dentro é de quantos bpm’s por segundo? Fora,
há dois dias me sento
tomo banho de luz branca
frente a um sol quadrado
que insiste em silenciar.
No outro mundo eu estou nua
correndo desenfreada na terra sem lei em direção ao.
Acordo lençol espiralado me contorna.
Sonho água e sol me visitam
e eu
rosno e grito
enquanto pequeninas insetas
pousam em minha mão
enfim se pausa para olhar.
Ps: Não dá pra esquecer de respirar.
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