Se não te devo escritas de amor
A quem endereçar
Esse sem nome sem fim
Que transborda
Estou refletida em suas pupilas
Sinto
E dentro aqui te entrego
A promessa de uma vida
São seus os versos
Desenhados
por minhas passagens
Subterrâneas
Onde desvenda os atalhos
As armadilhas, as saídas
E encruzilhadas
Me perco às vezes
Ouço muitas vozes
Que alimento dentro
Desvio os olhos
Gelo à noite
Sonho indecências
Mas continuo aqui
Guardo esse amor e cuidado
Joguei fora as chaves
Caso haja perigo
De fuga inesperada
Mas agora estou aqui
lundi 13 avril 2020
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