jeudi 5 mars 2020

Uma bolha em minha boca ou Sobre Mulheres em Trans(e)




O corpo que carrego 
por onde vou é o limite 
da minha casa
Mas meu corpo não está no limite 
da minha pele

Posto que imaginário, 
nos sonhos que faço 
onde carrego o mar e o monstro

Físico por essa dor no fundo dos olhos nos dias de cansaço 
ou o estômago que encolhe nos dias de tormenta

E ainda essa palavracorpo que se anuncia entre nós 
Isso que nos coloca eternamente no abismo 
do mal entendido.

Carrego assim, quase sempre, o não-lugar como minha, 
nossa,
 casa.

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