O corpo que carrego
por onde vou é o limite
da minha casa
Mas meu corpo não está no limite
da minha pele
Posto que imaginário,
nos sonhos que faço
onde carrego o mar e o monstro
Físico por essa dor no fundo dos olhos nos dias de cansaço
ou o estômago que encolhe nos dias de tormenta
E ainda essa palavracorpo que se anuncia entre nós
Isso que nos coloca eternamente no abismo
do mal entendido.
Carrego assim, quase sempre, o não-lugar como minha,
nossa,
casa.
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