lundi 7 novembre 2016

Há um dia dedicado aos mortos todos os anos
e a morte nos acompanha todos os dias.

Uma cena de 6 minutos. A morte de um homem.
Nos braços de uma desconhecida.
Minhas retinas paralisaram com a proximidade.

Os mortos nos cercam de amor

no silêncio de suas invisibilidades
No vento, na água, na sombra, nos acasos.

Li ontem, uma frase que eu escreveria para meu pai:
"você partiu no meio da frase."

Por enquanto, continuo aqui
de carne e osso.


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