mercredi 10 septembre 2014

Viagem sem volta II

Aqueles olhos verdes em mar
amarelos em terra
Meus cúmplices em todo ato
de amor e cuidado
Aqueles olhos me viram nascer
me fizeram gente
ensinaram-me os primeiros passos
Ensinaram sorriso e fé.

Os olhos verdes deram-me a mão
e me ensinaram
que as águas águas mais bravas
eram gentis
se o corpo soubesse se deixar levar
Os olhos amarelos seguraram-me a mão,
quando o coração desmontava em medo

Todas as minhas canções de amor
foram e serão tuas, olhos meus.
Meu mais nobre pedaço e minha gratidão

Desde que foram embora,
me reviro a encontrá-los...
como quem procura colo pelos olhos


Fecho então, os meus olhos
canto em silêncio nossas canções-olhares- de amor
e procuro aqui dentro
esses olhos de cumplicidade
que já não estão aqui fora, ao meu lado.
Suspiro longo e pesado de saudade




1 commentaire:

Thales Branche a dit…

"tudo volta como um cavalo sem arreio para aquele que ama", disse o velho Nejar em seu "Evangelho segundo o vento"