Das bailarinas que passaram
por mim,
tu foste a primeira
e a que ficaste.
Passaste do fundo dos meus olhos
fechados, distantes,
a circular as minhas veias, sangue,
Te espalhaste por todo canto de mim
e reservaste em meu peito
um lugar teu.
Eis que és, ainda hoje,
ainda sempre,
minha pequena bailarina
dos braços compridos, circulares
do tronco relaxado, do plexo
voltado para o ar, para a terra.
És ainda, aquela menina
de pernas cruzadas na sala vazia
que teme a morte
e que justo pois, celebra a vida,
Espero-te nascer todo dia,
Isadora minha,
bailarina dos braços longos
arcs-en-ciel
vendredi 26 septembre 2014
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