jeudi 17 octobre 2013

Ruínas

Antigo é o mundo,
Ruínas em tudo
Imenso é, mundo;
Vasto e silencioso
Em todo este ruído estrondoso...
Os olhos cravejados ao chão
Vai mulher...
Os punhos emaranhados
Nos incontáveis, trôpegos,
Embaraçados fios
Do amor
Antiga a dor, infante
Desse sexo em guerra
Exilado, roubado, em troca,
Amordaçado.
As ruínas de lá longe
Vivem aqui, dentro.
Gaguejam as sílabas do amor maldito
Arranham vermelho quente
A carne viva
Desmascaram o resto fingido
De honra e paz
Escancaram o horror de (des)conhecer
Esse amargo, amertume na boca.
O ouvido zombe
O gelo sobe pelos pés
Algidez de tornar-se pólvora disparada,
Tomando o corpo
Forçando enfim
Todo este
Em ruína e silêncio...

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