mardi 3 septembre 2013

a tarde e suas cores

Pássaros cantam em agonia,
o céu cai de azul turquesa 
à um azul-alaranjado-rosa-magenta

Em minhas costas
os grãos de beleza reconhecem
os olhos que os vêem,
seu timbre e
o peso de seu corpo 
sobre as estrelas deste céu.

A noite vem, 
ternamente 
cegando tudo 
silenciando e
acalmando os vulcões

[ainda que o sangue esteja lá.
Vivo e vermelho.]

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