Devo-te poesia.
Percorro as mãos por um bolso,
não encontro.
Estão apenas papéis velhos,
antigas presenças,
dias que deixaram
só esse resto de lembrança.
Procuro pela pele...
não encontro.
Aqui estão arrepios,
muita solidão
e algumas gotas
da chuva
de dois dias atrás.
Insisto no peito,
oco está.
Tão fundo
que faz eco.
Buraco negro,
escuro...
nada há.
Com pesar,
respiro e
devolvo-te o olhar
e em poucas palavras
repito
o mesmo ditado
velho ditado:
Devo, não nego.
espero, em breve,
poder pagar.
mercredi 22 mai 2013
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