A imperatriz deixou de ser.
Ela só o era enquanto os olhos dele
assim fizeram-na.
A imperatriz rasgou a seda do vestido,
hoje anda mendiga nos bosques
da cidade cinza.
Os olhos dele já não a olham,
e também já não se vêem.
Ele perdeu-se também.
Não sabe seu nome,
sobrenome,
não reconhece suas pegadas.
Ela não mais imperatriz,
ele não mais.
Não se sabem,
não se tocam,
não.
jeudi 11 avril 2013
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