mardi 2 avril 2013

Ainda ontem estive em versos,

Todo meu nome virou letra maiúscula de poesia.

Ontem estive também em sonhos,

E se eram azuis as cores do cabelo,

Eram mais vivos do que o que há hoje em vida.

Ainda ontem, fiz versos esperando dois sóis chegar.

Hoje venceu ontem com a brutalidade de um animal

faminto
sobre sua presa.

Toda a memória de ontem ficou ali,

Comida, suja de sangue, desaparecida.

Presa, ainda que não fosse a presa,
na boca do lobo.

Doce era ser poesia,
ter cabelos azuis,
acreditar no amor.

Doce era sempre o ontem.









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