em minha noite branca,
meus olhos vermelhos,
minha pele.
Quase cinco, sonho apressado,
acordo quente,
cangote molhado,
noite fria.
Quase seis, olhos fechados,
corpo aceso, cansado.
Quase sete, ainda hesito,
Labirinto de mim,
pra não sonhar, nem adormecer,
Vem minha pele me chamar, arder.
Quase oito, o preto no branco,
tímida, ela que foi branca,
vai se escondendo no cinza que começa.
Quase nove, desperta-dor,
tudo lá fundo nos olhos
me entregando,
Entregando à mim o recado.
Que seja bom dia.
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