Olho de mulher forte e vagabunda.
Me encara como quem chama pra briga
e depois desiste
porque a batalha já está vencida.
Boca de mulher vadia,
voz pesada e arredia,
Se faz um personagem
e se esquiva de si.
Seus cabelos enrolam em mim,
Ouço suas fantasias,
pena que não sabe fazer poesias,
Nem amo e só.
Nem como a outra que me encantava
Essa me faz rir,
Não sou desse timbre,
não gozo assim.
(Mas um dia o jogo muda
e a força ganha da doçura.
Aí as palavras serão outras
E quem sabe a moça
cause algum arrepio em mim.
Será?)
vendredi 10 juillet 2009
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