Embaixo dos meus pés nuvens de caramelo, são leves, mas grudam.
Meus pensamentos, algodão doce, enrosca infinito e dissolve na saliva.
Minhas idéias salas vazias, em que se morre à porta e não há quem abra.
Minhas mãos, pobres criaturas adormecidas, não servem mais para criar histórias, contornar símbolos.
Meus olhos enxergam torto, distorcendo e confundindo faces e amores,
Meus seios apontam o futuro, mas não seguem outras direções.
Ao redor de minha pele, anestesia, e as cores seguem pastéis e sem vida.
Me mordo forte pra ter certeza de que estou viva.
vendredi 10 juillet 2009
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