Ela vai se contorcendo como pode,
se enroscando em volta de si mesma
achando os dedos dos pés envoltos pela cabeça,
a barriga no chão
e o bumbum no cabelo.
.
.
Ela vai se embaraçando com pode,
procurando o grito que perdeu de dentro pra fora,
quando tentava se desenroscar.
.
.
Vai tropeçando sem poder fincar os pés
de tanto embaraço,
deslocando os dedos para o céu,
quando deveriam se equilibrar no chão.
.
.
As bochechas rosas,
a falta de fôlego,
a contra-mão de si.
.
.
E mesmo quando ela tenta descontorcer,
ou torcer só,
sem o con,
ou sem o cer,
as sílabas nào se despregam...
.
.
é assim contorcionismo,
contorcendo,
cercontor,
torconcendo que não tem fim,
e nem tem pra onde sair o grito.
mercredi 20 août 2008
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2 commentaires:
=****** lindo!
tem coisa nova no elacoloriuocaos.blogspot.com depois daqui! rs
te amo zuda!
bela metáfora para a vida, dona feu
=* saudades
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