- Eu passaria horas sentada a sua frente, só de olhos, sem uma palavra a dizer.
- (Silêncio)
- Não sei explicar o porquê, talvez saiba, até, mas não em palavras. O desenvolvimento dessa nossa linguagem não cabe nisso que tenho aqui.
- (Olhos me olhando, cabeça encostada na perna, leve movimento, os olhos abaixam, esfregam-se no joelho mais alto e voltam a me fitar).
- De fato, eu mal te conheço e te sei tanto. É como se fosse alguma parte deslocada de mim em outro corpo, numa outra vida e eu paralisada, sem conseguir conjugar os motivos.
- (O rosto agora passava por minhas costas, debruçando-se como se pedisse para segurar seu peso sobre mim. O ombro direito vinha como meio abraço a chegar por minhas costelas, escorregando as mãos até meu ventre e perna esquerda. O outro ombro relaxado e o corpo virando-se para alcançar uma nova posição que ainda desconheço).
- Queria que você ouvisse, queria poder te fazer sentir e me dizer se há, de lá para cá, algo minimamente parecido. É muito estranho, porque às vezes, é como se fosse uma fantasia, alucinação... nunca troquei mais de 3 palavras com você, não conheço o tom de sua voz, nem seu cheiro, nem sei a textura de suas mãos...
- (Meu corpo agora sobre o dela, caminhando devagar e contido, e, ainda assim, todo derretido sobre seu dorso. Ela forte, me aguentando, em silêncio, uma comunicação essencialmente visceral com um envoltório de entrega calada, sutileza e suor.)
- Não sei quem você é, não sei o que te traz aqui, sei que temos muitos assuntos não ditos, muito a se resolver ou já resolvido e mal enterrado, o que me faz querer te olhar ainda mais. Eu passaria horas olhando seus olhos, sem precisar pronunciar uma palavra, até que tudo bastasse e nós duas pudéssemos levantar e sair.
Mas de repente, eles nos pediram que nos envolvêssemos desse jeito, e eu, ainda sem palavras, sou grata por me permitir sentir esse corpo quente se desdobrando sobre mim e também o reverso.
-(Nós duas em pé agora, olhos fechados, suas mãos em meu rosto, minhas mãos subindo de seu rosto até o cabelo, os passos se encostando, os seios se aproximando, seus pés em cima dos meus, suas mãos agarradas às minhas, sua cabeça sobre meu ombro esquerdo e a minha sobre seu ombro direito, a respiração ofegante correndo no mesmo ritmo e ainda, o silêncio).
- (Silêncio)
- Não sei explicar o porquê, talvez saiba, até, mas não em palavras. O desenvolvimento dessa nossa linguagem não cabe nisso que tenho aqui.
- (Olhos me olhando, cabeça encostada na perna, leve movimento, os olhos abaixam, esfregam-se no joelho mais alto e voltam a me fitar).
- De fato, eu mal te conheço e te sei tanto. É como se fosse alguma parte deslocada de mim em outro corpo, numa outra vida e eu paralisada, sem conseguir conjugar os motivos.
- (O rosto agora passava por minhas costas, debruçando-se como se pedisse para segurar seu peso sobre mim. O ombro direito vinha como meio abraço a chegar por minhas costelas, escorregando as mãos até meu ventre e perna esquerda. O outro ombro relaxado e o corpo virando-se para alcançar uma nova posição que ainda desconheço).
- Queria que você ouvisse, queria poder te fazer sentir e me dizer se há, de lá para cá, algo minimamente parecido. É muito estranho, porque às vezes, é como se fosse uma fantasia, alucinação... nunca troquei mais de 3 palavras com você, não conheço o tom de sua voz, nem seu cheiro, nem sei a textura de suas mãos...
- (Meu corpo agora sobre o dela, caminhando devagar e contido, e, ainda assim, todo derretido sobre seu dorso. Ela forte, me aguentando, em silêncio, uma comunicação essencialmente visceral com um envoltório de entrega calada, sutileza e suor.)
- Não sei quem você é, não sei o que te traz aqui, sei que temos muitos assuntos não ditos, muito a se resolver ou já resolvido e mal enterrado, o que me faz querer te olhar ainda mais. Eu passaria horas olhando seus olhos, sem precisar pronunciar uma palavra, até que tudo bastasse e nós duas pudéssemos levantar e sair.
Mas de repente, eles nos pediram que nos envolvêssemos desse jeito, e eu, ainda sem palavras, sou grata por me permitir sentir esse corpo quente se desdobrando sobre mim e também o reverso.
-(Nós duas em pé agora, olhos fechados, suas mãos em meu rosto, minhas mãos subindo de seu rosto até o cabelo, os passos se encostando, os seios se aproximando, seus pés em cima dos meus, suas mãos agarradas às minhas, sua cabeça sobre meu ombro esquerdo e a minha sobre seu ombro direito, a respiração ofegante correndo no mesmo ritmo e ainda, o silêncio).
5 commentaires:
Lindo Feu! A linguagem corporal... adorei! Vou reler mais uma vez! Rs! Te amo! =*
eu adoro seu ritmo, fêu.
(voltando do preenchimento do cabeçalho)
obs.: veja bem, ta dificil ate escrever o meu nome aqui... francês nao da pra mim nao... =P
Blog fez plástica: a cara nova é nova, mas o coração é o mesmo! Hu hu hu!
Lindo, lindo, lindo.
lindo.
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