mercredi 5 juillet 2006

Não dá pra ter rascunho, sabe?

Era puro. Via de fora e sabia que era puro. Fez parte da minha imaginação pré-adolescente, fez parte das minhas imagens de colégio, depois de um tempo passou a fazer mais parte dos meus dias e fez então, parte da minha vida.

Era assim, simples: ele nasceu pra ela e ela nasceu pra ele. Não havia ordem ou caos no mundo que provasse o contrário. Eram como irmãos, as duas peles, os olhos, os cabelos, a música... Era música! Música em todas as sutilezas que eles emanavam quando passavam, era como se todos fossem embalados por uma música que não se ouvia, mas estava ali, clara a todos.

E eram calças largas, rasgadas, sorrisos, mãos dadas, papéis em branco que viravam poesia... Da onde vinha aquilo tudo? Então essa coisa de amor, existe mesmo? O que se via era claro, óbvio e lindo. Não precisava de nada mais e as respostas eram simples. Com olhos de criança, era fácil acreditar em tudo, inocência, sim! porque não? É o que falta, o que se reclama, então que se faça uso... Quando há uma manifestação clara de amor, sem a mínima pretenção de o ser... e inocentemente se faz! Daqui para lá a vontade, a admiração, a curiosidade. De lá para cá, nada que se saiba, mas uma energia, uma força boa vinda de algum lugar sem endereço.

Foram anos, geografia era matéria boba, como ir e vir pode ser trivial. De longe aprendizados, histórias, pizzas e risos... puro... É a palavra que continua a ressoar...

Um 3º me disse:" Há três tempos. O que foi, o que é e o que será". Mas agora, enquanto falo, tudo já não virou passado? Então o que temos? O que foi e o que será? Ou menos que isso?

O que é então?! Agora, neste exato momento? O que é?...

É muito rápido, se desfaz que nem gelo, não dá pra ter rascunho, sabe?


2 commentaires:

Luisianna a dit…

Sao tantas interrogaçoes que nem me ouso a pregunmtar nada atravès das indiscriçoes virtuais...
As saudades sao enormes... de todas voces!

Anonyme a dit…

saudade
ja vivi tudo isso.
o passado de frente pro espelho.

o ontem é o hj do amanha.