vendredi 10 février 2006

É saudade, só saudade.
De olhos fechados (ou abertos). Quando qualquer vírgula solta faz voltar o tempo e qualquer pequeno detalhe, que foi capiturado por qualquer dos sentidos, abre a porta sem pedir licença ou sem respeitar o senhor tempo que já envelheceu... Saudade, só saudade... que levanta os fios de cabelo quando o vento passa e lá bem longe é possível ouvir aquela velha gargalhada sem ter nem por quê. Quando os olhos daqui fecham e veêm com tanta veemência os olhos de lá, sinceros, malditos e inevitavelmente verdadeiros, como se tudo ao redor podesse contar uma palavra que seja sobre o que já foi e ainda é tanto que dá medo... Saudade, só saudade... Da dor, do sol, do céu a noite, dos passos corridos, das borboletas invisíveis, do que foi e ninguém sabe, de quando volta e quem sabe, do sumir e estar sempre, o tempo todo... Saudade, só saudade... é o que escapole desses dedos, já marmanjos e tão inexperientes do que pode vir a ser, do que já deveria ter sido, do que nunca é quando não é pra ser, do que engasga, do que cospe e do que respira fundo e tenta só viver...
Saudade, só saudade...

3 commentaires:

Anonyme a dit…

Lindo isso Feu!

Anonyme a dit…

muito bom!
muito bom!
clap! clap!clap!

Marti a dit…

=}