mardi 21 février 2006

Da janela de trás

Passou a primeira árvore
Passaram as ruas depressa

Só o branco daquelas ruas discretas
Passaram passos com pressa.
Vagavam largos em imersa fluidez
Onde passam vultos
A imagem ao avesso

Quando olha pra trás
Das ruas da frente, o fim se faz

E os passos a serem dados já se passaram
O que ia dizer fez-se verbo
Quando não, pensado.

As folhas ainda de pé.
Virou o rosto e já caíram

Os olhos que piscam
Enquanto o mundo faz a curva
Dos acidentes fez lembrança
Do embrulho, saudade

Vira de novo,
Cansa do velho
volta ao passo passado
Do que já foi quando ainda
está para ser.

2 commentaires:

Anonyme a dit…

vc anda com a ponta do dedo afiada...

gostei desse tb!

bjos
e saudade

Marti a dit…

Volta ao passo passado

Meu verso preferidooo!