samedi 12 octobre 2024

Criança eu

 Das tantas que fui

A primeira 

Foi criança

Quieta e pensativa

Retornava beijos porque assim

Me sabia querida 

Da crianca que fui

Sinto saudade e 

sinto muito

Pelo desamparo 

Incontornável 

Que via em seus olhos meus 


Nas linhas do coração,

Preocupava-se com o amanhã 

Com o pai

Com a morte

Das tantas que ainda sou

Meu desencaixe foi ali 

Que começou.

O peso do mundo

Visto de longe 

Se avolumava em meus olhos 

Apesar dos brinquedos e dos amores.

à criança que sou

E àquela a que amo e carrego nos braços

Desejo a esperança e a alegria 

Que só elas conhecem e podem carregar 

E desejo que elas saibam onde encontrar .

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