Das tantas que fui
A primeira
Foi criança
Quieta e pensativa
Retornava beijos porque assim
Me sabia querida
Da crianca que fui
Sinto saudade e
sinto muito
Pelo desamparo
Incontornável
Que via em seus olhos meus
Nas linhas do coração,
Preocupava-se com o amanhã
Com o pai
Com a morte
Das tantas que ainda sou
Meu desencaixe foi ali
Que começou.
O peso do mundo
Visto de longe
Se avolumava em meus olhos
Apesar dos brinquedos e dos amores.
à criança que sou
E àquela a que amo e carrego nos braços
Desejo a esperança e a alegria
Que só elas conhecem e podem carregar
E desejo que elas saibam onde encontrar .
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