D’uma janela de
Canto,
Os brilhos multiplicados
Sobre as ondas do mar
Parecem pequenas centelhas...
Esse brilho oculto da Baía
Reluzia,
Ia e vinha dançando,
Dançando,
Dançando até perder os sentidos de tempo,
Sentido de ser um.
E ser tudo,
Entre sol e mar,
Entre eu e você...
Aqui de cima olho,
Fecho os olhos e ainda vejo,
Me vejo menino...
Com os contornos de todos os Santos aprendi os limites da água do rio,
O cheiro do mangue,
E o balanço do mar.
Sempre em travessia,
Na balsa, no barquinho de madeira.
Sobre pontes e caminhos
Entendi a minha vida,
E sempre q vejo o mar
Sei que sou dali.
Deságuo por onde for...
Dei sorte de te encontrar,
Assim tão marítima como é,
Te vi de mar,
Como quem descobre um tesouro...
Com seus cabelos molhados e pernas compridas
Me preencheu de você...
Para saber se o limite do mar
Era o princípio do amor
Chegamos no solar,
Com aquele por do sol de caimmy,
Víamos o mar cintilando,
Como via você.
E eu,
Balançando por dentro
Como aqueles barquinhos da Gamboa.
Entramos na água,
De cabeça, e fomos levados...
Olhei no espelho d’água
Do seu coração, falamos de seu pai.
Descobri que seu amor era muito e cabia aquilo tudo...
Água de rio, água de mar,
Que nem a gente,
Num encontro que ninguém podia entender porque
não aconteceu antes,
Porque era natural...
E é.
O rio corre para o mar
(T.N)

jeudi 2 juillet 2020
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