Que mares são estes que não vejo?
A visão turva
E a água pelos tornozelos
Que mares são assim tão longevos?
O sal respinga em meus poros
O gosto já não é doce
Que mares são estes tão bravos
Que minhas velas não cruzam?
A água já pelos braços
Arreiam-se pasmos no cais
Sem fim
Que mares são estes, o que escondem?
Me sopram aos ouvidos
E não reconheço seu dialeto
A água já pelos ombros
Que mares que não descubro?
A água já pelo pescoço...
E as mãos insistentes escoando
Escavando a lama de dentro
que a água deixou
Que mares são esses que não navego,
Ma(i)s a-fundo
jeudi 28 novembre 2019
Inscription à :
Publier les commentaires (Atom)
Aucun commentaire:
Enregistrer un commentaire