mercredi 6 février 2019

Solidão no calor

ENtre olhares perdidos,
Um vento que passa
Uma frase solta sem destinatário

Cá estou no auge da minha solidão
Passam multidões ao meu lado
Passa um pássaro que canta
Dorme um fogo aceso
Eu num buraco negro
Muda
Quieta

A lembrança me faz afago
Me sinto viva
Lembro-me do colo
Da proteção
Do cuidado
Da felicidade
E então da dor e da saudade

Volto e faz tanto calor lá fora
O sol bate forte na Janela
Pessoas dormem no trajeto
Imagino pra onde vão

Pra onde vou?
Não é possível se perder tanto
O caminho é claro
É quase reto
Só depende de você

Minha cabeça pesa
Uma auréola circula o céu
Pergunto ao destino
Qual será a cor dos seus olhos
Se um dia você virá

Não sei se há desejo
Tudo há jeito quando há desejo
E quando não há nada
Só uma indefinição
que não se aquieta e nem caminha
O que vem depois?

Eu tenho tudo ou quase tudo
Sopro ao mundo e ele me convém
Mas o que esse suor derrama
Quente sobre a minha pele?
Danço, danço, danço

Preciso, mas é preciso mais
É mais preciso.

Aucun commentaire: