Uma cidade com chãos de pedra
Meus pés que deslizavam sobre elas
Meus pés que levavam meu corpo
Incerto mas firme
Em velocidade pelo chão
Que de casas pequenas do interior
Iam se transformando em mata
Agora eu deslizava muito rápido
Pelas pedras entre a mata
Muitas águas frente a mim
Ao meu redor
Eu em velocidade na mata
Diante das águas
De tão veloz
O medo me acelerava a alma
E de súbito parei
Me vi sentada
Águas pesadas reluzentes
Em minha frente
Lá adiante,
Cavalos
Cavalos soltos ao longe na mata
Quero me levantar
Ao que percebo
estar com o dorso apoiado
Num corpo quente de bicho
Sobre o ventre do cavalo
Que deitado me aninhava
Eu parei
De tão veloz
Parei no ventre e não no lombo
Do cavalo
Agora o medo de sair dali me tomava
Porque estava tudo maravilhosamente
Bem
Mas eu precisava ir
E se o bicho não gostasse e me machucasse
Penso comigo que nada de mal vai acontecer
E que tudo posso resolver
Resisto e insisto que só pode ser um sonho
E é.
Desperto
Sinto ainda a respiração ofegante dele
O barulho das águas
O cheiro da mata em mim.
O cheiro das águas o barulho da mata nossa respiração de bicho
samedi 25 février 2017
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